Documentos obtidos pela Receita Federal e enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou pagamentos milionários a escritórios de advocacia ligados a ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Entre os beneficiados está o escritório de Marcus Vinicius Furtado Coelho, que aparece na lista de bancas que receberam recursos do banco em meio às investigações sobre o caso.
Os repasses fazem parte de um volume ainda maior de gastos jurídicos. Apenas em 2025, o Banco Master declarou cerca de R$ 304,5 milhões pagos a advogados e escritórios, segundo dados oficiais.
As informações indicam que dezenas de bancas foram contratadas, incluindo escritórios ligados a figuras de destaque no meio jurídico e político. Em alguns casos, os pagamentos ocorreram no período em que o banco enfrentava investigações e tentava reverter decisões que poderiam levar à sua liquidação.
O caso integra o escândalo envolvendo o Banco Master, que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades.
As defesas dos envolvidos, de forma geral, afirmam que os serviços prestados foram legais e compatíveis com a atuação profissional da advocacia, destacando o caráter técnico dos contratos firmados.
As revelações ampliam a dimensão das investigações e reforçam o foco das autoridades sobre a relação entre o banco e escritórios ligados a nomes influentes do cenário jurídico nacional.