Um empresário investigado por participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal e admitiu irregularidades no esquema.
Preso desde 2025, Maurício Camisotti é apontado como um dos principais operadores das fraudes, que envolviam descontos indevidos em aposentadorias e pensões sem autorização dos beneficiários.
De acordo com as investigações, o esquema desviava recursos de aposentados por meio de entidades e empresas utilizadas como fachada, com indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.
A delação é a primeira firmada no âmbito da operação que apura o caso e pode trazer novos desdobramentos, incluindo a identificação de outros envolvidos, como empresários, dirigentes e possíveis agentes públicos.
Para fechar o acordo, o investigado precisou confessar os crimes e apresentar provas, como documentos e registros de comunicação, que possam corroborar as informações prestadas às autoridades.
Com a colaboração, a defesa busca benefícios judiciais, como a possibilidade de conversão da prisão em regime domiciliar, decisão que ainda depende de análise do Supremo Tribunal Federal e de órgãos competentes.
O caso faz parte de um esquema mais amplo de fraudes no INSS, que já movimentou bilhões de reais e segue sendo investigado pelas autoridades federais.