O ex-prefeito de Palmeiras, Carlos Alberto da Silva Lopes, foi condenado por atos de improbidade administrativa relacionados a desvios sistemáticos de recursos públicos durante sua gestão entre os anos de 2002 e 2003. A decisão foi resultado de uma ação movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou a existência de um esquema fraudulento envolvendo o uso de notas fiscais falsas e adulteradas.
Segundo o MP-BA, o ex-gestor deverá ressarcir aos cofres públicos mais de R$ 1,5 milhão. Carlos Alberto da Silva Lopes morreu em dezembro do ano passado.
De acordo com as investigações, o esquema funcionava por meio da utilização de “notas fiscais clonadas”, usadas para dar aparência de legalidade a pagamentos relacionados à suposta compra de medicamentos, materiais hospitalares e itens elétricos para o município.
As apurações identificaram que diversas empresas citadas nos processos afirmaram nunca ter fornecido produtos à Prefeitura de Palmeiras. Além disso, os empresários comprovaram que os documentos apresentados ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) continham valores muito superiores aos registrados nas notas fiscais originais.
Em um dos casos apontados pelo Ministério Público, uma nota apresentada pela gestão municipal no valor de R$ 14.990,00 correspondia, na verdade, a uma venda original de apenas R$ 13,80 realizada para outro cliente sem ligação com a prefeitura.
Ainda segundo o MP-BA, as fraudes causaram prejuízos significativos aos cofres públicos e demonstraram um esquema estruturado de manipulação documental para desvio de dinheiro público. A condenação reconhece a prática de improbidade administrativa e reforça o entendimento da Justiça sobre a gravidade das irregularidades cometidas durante a gestão do ex-prefeito.