A investigação que deu origem à Operação Janus revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) mantinha uma estrutura financeira voltada à lavagem de dinheiro obtido por meio de atividades criminosas. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o grupo utilizava operadores especializados para transformar grandes quantias em dinheiro vivo em transferências bancárias com aparência de legalidade.
Deflagrada nesta terça-feira (21), a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tem como alvo o núcleo responsável pela movimentação financeira da facção. De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam como um “banco clandestino”, realizando depósitos, TEDs, PIX e outras transações por meio de contas de empresas de fachada e de terceiros.
Conforme o MPSP, os operadores cobravam comissões para intermediar as operações, permitindo que integrantes da organização criminosa movimentassem altos valores sem utilizar contas bancárias em seus nomes ou transportar dinheiro em espécie.
Entre os investigados está Alexandre Salles Brito, conhecido como “Buiu”. As apurações também apontam que um dos principais usuários da estrutura era Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moja” ou “Léo do Moinho”, apontado como liderança do PCC e responsável pelo tráfico de drogas na Favela do Moinho, na região central de São Paulo.