Uma festa no interior da Bahia, que já entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA) por conta do alto cachê de um dos artistas, pode ultrapassar R$ 4 milhões em gastos totais com atrações musicais.
O evento, que tem entre os nomes confirmados o cantor Natanzinho Lima, virou alvo de questionamentos após a contratação do artista por cerca de R$ 800 mil — valor considerado acima dos parâmetros de razoabilidade definidos por órgãos de controle.
Diante disso, o MP-BA recomendou a suspensão do contrato, apontando que o montante pode comprometer a saúde financeira do município e exigindo justificativas detalhadas da gestão.
Apesar da polêmica envolvendo o cachê individual, o custo total da festa com todas as atrações pode ultrapassar R$ 4 milhões, segundo estimativas baseadas nos contratos divulgados. Esse volume de recursos destinados a eventos festivos tem gerado debates sobre prioridades no uso do dinheiro público.
Levantamentos do próprio MP-BA indicam que contratações de artistas em municípios baianos frequentemente envolvem valores elevados, o que intensifica a fiscalização sobre esse tipo de despesa.
O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público, que pode adotar medidas judiciais caso as recomendações não sejam atendidas.