Mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelaram supostas trocas de favores entre o traficante conhecido como Índio do Lixão, apontado como integrante do Comando Vermelho, e aliados políticos ligados ao senador Flávio Bolsonaro.
Segundo reportagem divulgada neste domingo (25), os diálogos mencionam o ex-secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca, indicado para o cargo em 2023 com apoio político ligado ao grupo de Flávio Bolsonaro.
Em uma das mensagens obtidas pela PF, o traficante afirma: “Mérito que ganha quando eu resolvo algo”, ao comentar supostos favores e encontros envolvendo integrantes do grupo investigado.
As investigações apontam que, entre maio e agosto de 2025, houve ao menos cinco referências a reuniões, contatos e pedidos de “cobertura política” envolvendo pessoas ligadas ao entorno político fluminense.
A apuração faz parte de operações da Polícia Federal que investigam possível venda de influência, favorecimento institucional e conexões entre agentes públicos e integrantes do crime organizado no Rio de Janeiro.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não é alvo direto das medidas judiciais da operação. O senador já negou irregularidades e afirmou não ter participação em ações ilegais relacionadas aos investigados.