A Polícia Federal afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro teria ocultado cerca de R$ 2,2 bilhões em uma conta ligada ao pai, Henrique Vorcaro, enquanto credores e investidores acumulavam prejuízos com o colapso do Banco Master. A informação consta em documentos da sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14).
Segundo as investigações, os valores teriam sido movimentados mesmo após o avanço das apurações sobre supostas fraudes financeiras bilionárias envolvendo o banco. A PF aponta que os recursos foram ocultados em contas vinculadas a Henrique Vorcaro junto à CBSF DTVM, antiga Reag, empresa investigada em operações relacionadas à lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, enquanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) arcava com os impactos da crise do Banco Master, o esquema investigado teria desviado recursos para proteger patrimônio da família Vorcaro. Investigadores afirmam que Henrique Vorcaro se beneficiava diretamente das operações financeiras suspeitas.
Henrique Vorcaro foi preso preventivamente nesta quinta-feira durante a nova fase da operação. A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão e investiga um grupo apelidado de “A Turma”, suspeito de atuar no monitoramento de adversários, obtenção de informações sigilosas e intimidação de pessoas consideradas ameaça aos interesses do Banco Master.
As investigações apuram crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. A operação ainda resultou no afastamento de uma delegada da Polícia Federal e de outros agentes suspeitos de repassar informações privilegiadas ao grupo investigado.