A Prefeitura de Salvador estuda ampliar o sistema de motofaixas para novos corredores de grande circulação da capital baiana. Entre as vias analisadas estão as avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Juracy Magalhães, duas das mais movimentadas da cidade.
Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), a iniciativa faz parte da expansão do modelo implantado na Avenida Bonocô, primeira via da capital a receber a chamada “faixa azul” destinada exclusivamente para motociclistas. De acordo com o órgão, os resultados registrados no local são considerados positivos.
Dados divulgados pela Transalvador apontam que, até o fim de abril deste ano, a Bonocô registrou 85 acidentes, sendo 79 envolvendo motocicletas. Apesar disso, nenhuma das ocorrências aconteceu dentro da área destinada à motofaixa. O órgão informou ainda que não houve mortes de motociclistas no trecho após a implantação do sistema.
Os estudos técnicos para expansão das motofaixas levam em consideração fatores como fluxo de veículos, estrutura das vias, comportamento dos condutores e índices de acidentes. Segundo o superintendente da Transalvador, Diego Brito, a experiência de Salvador tem apresentado resultados diferentes de algumas cidades onde houve aumento de sinistros após a implantação do modelo.
Apesar das análises para implantação nas avenidas ACM e Juracy Magalhães, a Avenida Paralela segue fora dos planos neste momento. A principal justificativa apresentada é o limite de velocidade da via, atualmente de 80 km/h. Para adoção da motofaixa, a recomendação técnica é que o trecho tenha velocidade máxima de até 60 km/h.
Segundo levantamento da Transalvador, a Paralela lidera o número de acidentes envolvendo motociclistas em Salvador em 2026, com 84 registros. Na sequência aparecem a Avenida ACM, com 37 ocorrências, e a Avenida Tancredo Neves, com 29 sinistros.