coordenador-geral da campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Adolpho Loyola, criticou nesta quinta-feira (10) o uso político das investigações relacionadas ao caso Banco Master. Em entrevista à CBN Salvador, ele defendeu que eventuais denúncias sejam tratadas no âmbito da Justiça.
Loyola afirmou que a politização das investigações pode resultar em uma repetição do que classificou como “lavajatismo”. Segundo ele, não cabe a políticos utilizar apurações judiciais como instrumento de disputa eleitoral.
“Eu não gosto dessa posição de ficar apontando o dedo e fazer uso político disso. Eu acho que tem que responder, é um caso de Justiça”, declarou.
Ao comentar as citações envolvendo políticos baianos, Loyola afirmou que ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia, deve prestar esclarecimentos à Justiça sobre as informações relacionadas ao caso. Ele também mencionou o senador Jaques Wagner (PT), que, segundo o coordenador, está tranquilo em relação às suspeitas envolvendo o caso Compliance Zero.
“O ex-prefeito [ACM Neto] tem que se explicar na Justiça”, afirmou Loyola.
O coordenador também defendeu que o tratamento dado pela Justiça aos investigados seja uniforme e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos”.
Apesar das críticas, Loyola afirmou que a campanha de Jerônimo pretende concentrar o discurso em temas como segurança pública, saúde, educação e desenvolvimento econômico, evitando uma estratégia baseada em ataques aos adversários.