O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo de documentos relacionados à investigação que apura possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão tornou públicos cerca de 5 mil páginas de documentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo durante as investigações. O material envolve suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares e verbas destinadas pela Prefeitura de São Paulo.
A apuração está relacionada à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes estados e teve entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama, ligada à produção do filme.
Segundo as investigações, o material apreendido também pode ajudar a esclarecer possíveis conexões financeiras entre empresas envolvidas na produção e outros investigados. A Polícia Federal deverá ter acesso a celulares e outros documentos recolhidos durante as diligências.
Mario Frias e outros envolvidos são investigados no caso, mas eventuais responsabilidades ainda dependem da conclusão das apurações e da análise das provas pelas autoridades.
A retirada do sigilo ocorre em meio à disputa dentro do STF sobre o acesso aos documentos relacionados ao caso Banco Master e às diferentes investigações envolvendo o filme “Dark Horse”.