O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de procedimento investigatório para apurar a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso envolvendo o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018.
A informação tornou-se pública após a retirada de parte do sigilo do caso. Segundo o material publicado pelo Metrópoles, Flávio Bolsonaro havia sido incluído na investigação em 22 de julho, e a medida já havia sido antecipada pela coluna de Igor Gadelha.
R$ 61 MILHÕES ESTÃO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO
O inquérito apura repasses que, segundo a reportagem, totalizam R$ 61 milhões, atribuídos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, relacionados ao financiamento do filme. A investigação busca esclarecer a origem, a destinação e as circunstâncias desses recursos.
De acordo com o documento reproduzido na matéria, a apuração envolve, em tese, suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, além de outros possíveis delitos correlatos. É importante destacar que se trata de investigação, não de condenação.
CASO TEM DUAS FRENTES DE APURAÇÃO
O filme “Dark Horse”, ainda não lançado, é objeto de duas frentes investigativas no STF. Uma delas trata de suspeitas relacionadas ao uso de emendas parlamentares; a outra investiga os R$ 61 milhões destinados ao financiamento da produção.
A investigação sobre os repasses foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República. Em outra frente do caso, o ministro Flávio Dino autorizou 49 mandados de busca e apreensão, tendo entre os alvos citados pela reportagem o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
O QUE DIZ FLÁVIO BOLSONARO
A reportagem informa que o Metrópoles procurou a defesa do senador, mas não obteve resposta até a publicação. Em manifestação anterior, durante sabatina no Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro afirmou não haver irregularidade em sua participação na busca de recursos privados para financiar a cinebiografia do pai.