União Progressista pede à PGR afastamento de secretário baiano investigado no Caso Master

Foto: Divulgação
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A Federação União Progressista protocolou nesta quinta-feira (17) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja avaliado um pedido de afastamento do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, enquanto avançam as investigações relacionadas ao Caso Master.

O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e solicita que a PGR avalie requerer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão temporária de Sodré do cargo. A representação é assinada pelo deputado federal Arthur Maia, presidente da federação na Bahia, além dos dirigentes estaduais Paulo Azi, do União Brasil, e Cacá Leão, do PP.

A União Progressista afirma que não pretende antecipar qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do secretário. O argumento apresentado é de que a permanência de Sodré no primeiro escalão do governo estadual deve ser analisada diante da investigação em andamento no STF e das medidas cautelares determinadas no caso.

Segundo informações da Polícia Federal citadas na representação, Sodré teria participado de articulações financeiras investigadas, incluindo cobranças dirigidas ao empresário Augusto Ferreira Lima, relacionadas a pagamentos destinados à BN Financeira.

Uma decisão do ministro André Mendonça, de 17 de junho, mencionada no documento, aponta que planilhas encontradas no celular de Daniel Lopes Monteiro registravam pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões destinados a uma pessoa identificada pelo apelido de “Dudu”. Conforme a investigação, a referência seria a Eduardo Sodré.

A representação também cita cobranças relacionadas a boletos, notas fiscais e documentos necessários para a formalização de pagamentos. Segundo os elementos apresentados, essas tratativas teriam ocorrido antes de uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira.

Atualmente, Sodré está submetido a medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas a suspensão do passaporte, a proibição de deixar o país e restrições de contato com outros investigados.

O pedido apresentado pela União Progressista ainda será analisado pela PGR. A representação não significa uma decisão de afastamento do secretário, mas solicita que o órgão avalie a adoção da medida junto ao STF.

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