Nutricionista Cláudio Cunha destaca o papel do nutricionista da nova era na leitura dos sinais antes dos sintomas

Foto: Divulgação
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Mestre em Atividade Física, Esporte e Nutrição, o nutricionista Cláudio Cunha abordou em palestra para

a Nutrition All a importância do raciocínio clínico, da avaliação de risco e da integração entre exames,

sintomas e contexto do paciente.

Em palestra realizada para a empresa Nutrition All, com o tema “O nutricionista da nova era: interpretando

sinais antes dos sintomas”, o nutricionista Cláudio Cunha, mestre em Atividade Física, Esporte e Nutrição,

destacou que o profissional da nova era precisa ir além da prescrição alimentar. Para o nutricionista Cláudio

Cunha, o grande diferencial da profissão será a capacidade de interpretar sinais antes que eles se

transformem em sintomas evidentes ou diagnósticos fechados.

O nutricionista Cláudio Cunha ressaltou que o paciente não adoece apenas no dia em que recebe o nome

de uma doença. Antes do diabetes, da esteatose hepática, do infarto ou da exaustão metabólica, o corpo

costuma emitir sinais. Esses sinais podem aparecer no sono, na composição corporal, no comportamento

alimentar, na gordura abdominal, no histórico familiar, nas queixas clínicas e nos exames laboratoriais.

Segundo o nutricionista Cláudio Cunha, em uma era marcada pela inteligência artificial, aplicativos, laudos

automáticos e acesso fácil à informação, o que tornará o nutricionista indispensável será o raciocínio clínico. A

informação pode ser entregue por qualquer sistema, mas conectar contexto, risco, sintomas, exames,

comportamento e possibilidade real de adesão ainda exige inteligência humana.

Um dos pontos centrais da palestra foi a defesa do uso dos exames laboratoriais como ferramenta clínica,

e não como vaidade técnica. O nutricionista Cláudio Cunha explicou que o exame, sozinho, não conta a

história completa do paciente. Um mesmo resultado pode ter significados diferentes dependendo da idade, da composição corporal, do sono, do treino, do uso de medicamentos, dos sintomas e do histórico familiar.

Durante a apresentação, o nutricionista Cláudio Cunha reforçou uma frase que sintetiza sua abordagem:

“O exame não é a resposta. O exame melhora a qualidade das perguntas.” A partir dessa visão, o profissional deixa de observar apenas se um marcador está alto, baixo ou dentro da referência, e passa a investigar por que aquele resultado está daquela forma e o que ele revela dentro da história clínica.

O nutricionista Cláudio Cunha também apresentou o Método SINAIS como forma de organizar o raciocínio

clínico. A proposta considera sintomas, integração dos marcadores, aplicação nutricional, avaliação de risco,

individualidade e seguimento. Para o nutricionista Cláudio Cunha, um exame isolado representa apenas umafotografia, enquanto o acompanhamento contínuo permite enxergar o filme da saúde do paciente.

A palestra trouxe ainda situações comuns no consultório, como pacientes com exames aparentemente

normais, mas com fadiga, sono ruim, baixa energia, ganho de gordura abdominal e histórico familiar

importante. Nesses casos, o nutricionista Cláudio Cunha destacou que o “quase normal” do laboratório podeser um sinal relevante quando analisado dentro do contexto.

Ao falar sobre risco cardiovascular, o nutricionista Cláudio Cunha explicou que eventos como infarto e AVC geralmente são construídos ao longo de anos, de forma silenciosa, por meio de alterações metabólicas,

inflamatórias, vasculares e comportamentais. Por isso, o nutricionista tem a oportunidade de intervir antes da

doença instalada, identificando sinais precoces como resistência à insulina, dislipidemia inicial, inflamação

silenciosa, sono inadequado e mudanças na composição corporal.

Na conclusão, o nutricionista Cláudio Cunha reforçou que a inteligência artificial pode processar dados e

entregar respostas rápidas, mas não substitui a capacidade humana de interpretar contexto, rotina, adesão,sintomas, medo, histórico familiar e realidade do paciente.

Para o nutricionista Cláudio Cunha, o futuro da nutrição não pertence apenas a quem prescreve melhor, mas a quem interpreta melhor. Mais do que tratar números, o nutricionista preparado cuida de processos. Mais do que esperar a doença aparecer, aprende a reconhecer os sinais antes que ela se

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