A Polícia Federal aponta ACM Neto como principal investigado em uma frente da Operação Overclean, que apura suspeitas de fraudes em licitações e contratos da área de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte. A investigação envolve contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.
Segundo a apuração, os investigadores analisam se ACM Neto teria indicado Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Salvador, para ocupar o mesmo cargo em Belo Horizonte e favorecer empresários em processos de contratação pública. Barral e os empresários José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e Alex Parente estão entre os alvos da décima fase da operação.
A PF chegou a solicitar autorização para realizar buscas contra ACM Neto, mas o pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República havia se manifestado favoravelmente à medida.
ACM Neto nega qualquer envolvimento nas irregularidades investigadas. Em manifestação, afirmou que não possui relação com os fatos apurados e classificou as informações divulgadas como uma tentativa de interferência no processo eleitoral da Bahia.