O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar uma nova estratégia de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), baseada no uso de antibiótico após relações sexuais consideradas de risco. A medida busca conter o avanço de doenças como sífilis e clamídia no país.
A iniciativa utiliza a doxiciclina como profilaxia pós-exposição, conhecida como DoxiPEP. Na prática, o medicamento deve ser tomado após a relação sem proteção, funcionando como uma forma de reduzir as chances de infecção por bactérias associadas a essas ISTs.
O protocolo prevê a ingestão de dois comprimidos do antibiótico, preferencialmente nas primeiras 24 horas, podendo ser utilizado em até 72 horas após a exposição.
A estratégia foi aprovada após análise de evidências científicas e passa a integrar as ações de prevenção já existentes no sistema público de saúde. Inicialmente, a oferta será direcionada a grupos considerados mais vulneráveis às infecções, como homens que fazem sexo com homens e mulheres trans que tiveram episódios recentes de IST.
Apesar dos resultados considerados promissores, especialistas reforçam que o uso do antibiótico não substitui outras formas de prevenção. O preservativo, a testagem regular e o acompanhamento em serviços de saúde continuam sendo medidas fundamentais no combate às ISTs.