Circulam nas redes sociais informações de que as Testemunhas de Jeová teriam mudado suas regras sobre transfusão de sangue, mas não há confirmação oficial de alteração na doutrina da religião.
Historicamente, os fiéis mantêm a posição de não aceitar transfusões de sangue, baseada em interpretações bíblicas que orientam a “abstenção de sangue”.
O que houve recentemente envolve decisões judiciais e avanços no sistema de saúde, e não uma mudança religiosa. No Brasil, por exemplo, a Justiça determinou que hospitais federais ofereçam alternativas de tratamento sem uso de sangue, respeitando a crença dos pacientes.
Além disso, o Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que adultos têm o direito de recusar transfusões por motivos religiosos, garantindo também acesso a tratamentos alternativos no Sistema Único de Saúde.
A religião também permite, em alguns casos, decisões individuais sobre o uso de frações do sangue, mas a recusa ao sangue total e seus principais componentes continua sendo um princípio central da fé.
Especialistas apontam que o avanço de técnicas médicas sem transfusão tem ampliado as opções de tratamento, o que tem reduzido conflitos entre convicções religiosas e práticas médicas.
Dessa forma, não houve uma liberação geral de transfusões, como sugerem publicações nas redes, mas sim maior reconhecimento legal e médico do direito de escolha dos pacientes.